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A Minha Teoria Sobre As Pedradas e As Bastonadas

por Mammy, em 29.11.12
Só alguns dias passados sobre os acontecimentos, consigo reflectir com a necessária clareza de espírito para articular uma teoria sobre tudo o que se passou em frente à Assembleia da República, naquele dia fatídico das pedradas e das bastonadas.
Depois de muito ler, ver, ouvir, conversar e tentar compreender, já sem o calor da emoção, me atrevo a escrever o que penso sobre este assunto.
Lembro-vos que eu sou pela Teoria da Conspiração, e alerto-vos para este facto, porque no final pode parecer-vos que sou uma louca paranóica, por isso não se assustem, ok?

Assim, aqui vai:

Segundo me parece, as pedras foram atiradas, aos polícias, maioritariamente por putos que passaram o dia a beber uns copos, que gostam de arranjar merda em todo o lado, que adoram parecer bad boys em fúria, e por pessoal (putos, ou não) que estava lá apenas para "avacalhar" qualquer digna tentativa de contestação.

O reais manifestantes, quando se deparam com tamanha selvajaria têm atitudes variadas: uns afastam-se para marcar a diferença dos desordeiros; outros aproveitam para também atirarem uma pedrinha ou outra e, há também quem, heroicamente, tente fazer parar o arremesso de pedras, pondo-se entre os snipers das pedras e o corpo policial.

A polícia aguenta o embate sucessivo de calhaus durante demasiado tempo. E aqui, começa a minha teoria, no demasiado tempo do arremesso de pedras que a polícia suportou:

Dada a dimensão da greve geral, a voz que dá ordem à polícia para avançar, terá que ser a do Ministro da Administração Interna, portanto uma voz "superior". Esta voz, só se pronunciou após os manifestantes terem descascado a calçada quase toda. E porquê?

Eis a minha explicação: Porque queria os agentes policiais nervosos e raivosos e porque pretendia justificar uma acção policial excessiva através da clara violência dos manifestantes! (Todas as estações de televisão tiveram oportunidade de registar o arremesso de pedras, todas as famílias portuguesas puderam, através das imagens nos telejornais e das fotos nos jornais, ver a quantidade de pedras arremessadas.) Objectivo primeiro: check!

E agora perguntem-me, porque queria o MAI justificar tal carga policial?
E eu respondo: Porque queria assustar os reais manifestantes, as pessoas que estavam ali por uma causa real e legítima, de maneira tal, que tivessem medo de ingressar em próximas manifestações! Objectivo segundo: check!
Se não fosse esta a intenção do MAI, teria permitido que os polícias à paisana tivessem circundado os manifestantes agressivos e prendido quem merecia ser preso. Mas não o fez, e preferiu mandar prender gente ao calhas e os putos que estavam no Cais do Sodré, a uma distância considerável dos distúrbios. 
Isto para quê? Para assustar os pais dos ditos putos, que na próxima manifestação os vão segurar em casa com medo que sejam presos outra vez.
E perguntam-me vocês, e muito bem por sinal, "mas para quê tanta violência? Porque é que os polícias bateram em toda a gente, manifestantes ou não?".
Porque, primeiro, estavam no ponto rebuçado da agressividade, estiveram uma hora e tal a levar com calhaus; segundo, porque os mandaram limpar a área, portanto tirar dali tudo o que mexesse; terceiro, porque o objectivo também era eles darem umas bastonadazinhas a inocentes para que estes inocentes se virassem contra a polícia. Objectivo terceiro: check!

E agora a pergunta final: Porque quereria o MAI que os inocentes se virassem contra a polícia?
Porque a polícia andava a manifestar-se muito; porque o grande perigo para o governo é as forças policiais e as forças armadas virarem-se contra ele; porque é alimentando a desordem e a desunião de um povo que se o incapacita. Objectivo quarto: check!


Observaçãozinha à parte, que até podia ser a leitura dos pensamentos da voz "superior": 
Entretenham-se filhos, a dizerem mal uns dos outros, a arranjarem quezílias aí em baixo, enquanto nós vos usurpamos os direitos, roubamos o dinheiro e vos atiramos com mais austeridade para que, por aqui, possamos continuar a beber o nosso uísquezinho bem velhinho e a andar em carros topo de gama, pagos com os vossos impostos, que nos conduzirão a cargos muito bem pagos, mal saiamos do governo!

publicado às 01:38

Vou Contar-vos Um Segredo #5

por Mammy, em 26.11.12
Sabem porque é que tenho andado um pouco desaparecida por estas bandas?

My Baby já chegou, por isso...

Imagem retirada da Internet

... tenho andado a namorar!

publicado às 23:00

#12 Músicas Que Entranham

por Mammy, em 25.11.12
Estas músicas pertencem à banda sonora do filme Jesus Christ Superstar, compilada num CD duplo maravilhoso.
Este foi o meu primeiro CD e ainda o oiço vezes sem conta...

Por favor, atentem a estas três músicas! Tão extraordinariamente actuais, e lindas, lindas demais!





publicado às 14:01

#11 Músicas Que Entranham

por Mammy, em 22.11.12


publicado às 13:01

"Já Não Gosto de Ti!"

por Mammy, em 21.11.12
Ouve-se uma mãe dizer à filha pequenina de três anos:
- Se não dás um beijo à tia, já não gosto de ti!
- Pois, as meninas, que não dão um beijinho às tias, são feias! - reforça a tia.

"Já não gostas de mim, mãe? E então, para onde foi aquele amor incondicional que ainda há bocadinho sentias por mim? Isto do amor é assim? Tão depressa se ama, como se desama?
E tu, tia? Estava, mesmo agora, tão linda com este vestido, mas, só por não querer dar-te um beijo, já sou feia? Buááááá!!! Não quero que não gostes de mim, mãe! Não quero ser feia, tia!"


Porque se fazem estas chantagenzinhas emocionais com as crianças? Porque se põem em causa coisas tão importantes quanto o amor parental? Porque se lhes dá a entender que a beleza delas se esfuma com um mero comportamento menos cordial?

Porquê?

Imagem retirada da Internet

publicado às 01:04

Escarafunchar as Entranhas

por Mammy, em 20.11.12
Ao longo dos anos, tenho visto crescer em mim um fascínio pelo ser humano. Se há alguns anos, era muito penoso relacionar-me com pessoas, esta tendência tem vindo alterar-se lentamente, mas mesmo assim, a alterar-se.

Para mim, a relação com os animais é mais do que um simples contacto entre Homem e Animal, pois eles são a minha ligação à terra, são a minha fonte de paz e são quem me faz sentir em plena comunhão com a Natureza e com a vida.
Nunca tive muita necessidade em me ver cercada de pessoas, preferia tê-las suficientemente longe para que não importunassem a minha paz com a sua desconcertante complexidade.

Sinto-me em casa no meio de um pasto rodeada de cavalos, ou dentro de uma boxe, deitada na palha, desfrutando o silêncio que é apenas interrompido pela respiração do animal e pelo bater dos cascos no chão, num enxotar de moscas constante. Vivo um passeio a cavalo pelos montes, como quem tem apenas aquele instante para respirar, e respiro, inspirando a beleza que os meus olhos vêem e expirando todas as enfermidades da vida.
E o cheiro, oh o cheiro, sempre o cheiro, dos cavalos que me inebria de felicidade e me transporta para o imaginário da liberdade plena!
Quando os cavalos eram a minha profissão, ficava horas colada aos seus corpos, abraçava-os de tal forma que conseguia ouvir-lhes o coração e sentir-lhes o cheiro em simultâneo... Não dava pelo tempo passar... Sentia-me bem ali e ali pertencia...

Depois de deixar o trabalho com cavalos, tive um emprego perto do Campo Pequeno e, no caminho para lá, tinha que passar pela praça de toiros. As quintas-feiras eram dias de touradas, e à hora que eu passava, já lá estavam os camiões com os cavalos dos toureiros. O ar ficava inundado com o cheiro dos animais, não sei se toda a gente o sentia, mas eu sentia-o tão bem ao ponto de me saltarem lágrimas dos olhos perante um odor que, para mim, é de liberdade total, à qual eu já não pertencia, à qual eu já não pertenço...

Não sei se conseguirei descrever por palavras o que é praticamente isento de palavras, mas o relacionamento entre mim e os animais, por não ter palavras, é essencialmente sensitivo. Posso dizer que falar é supérfluo e os abomináveis mal-entendidos não existem, tudo é claro, limpo, sincero, profundo... Relacionamentos destes com pessoas são raros, pois é preciso termos uma proximidade e intimidade muito grande com alguém, para que consigamos atingir um grau semelhante ao de quase telepatia. 

Talvez desde o momento em que fui mãe, ou talvez desde o momento em que tive que me afastar dos cavalos por ter mudado de profissão (não sei bem qual o momento preciso, mas penso que estes dois foram marcantes) comecei a interessar-me pelas pessoas, senti necessidade de me aproximar delas e de as estudar.

Hoje, estou mais próxima das pessoas e mais longe dos animais, não sei se isso será bom, porque não continuo a ver as pessoas como melhores do que os animais, apesar de já conseguir encontrar nelas mais algum interesse.

Enquanto os animais são precisamente aquilo que parecem, as pessoas parecem sempre diferentes do que são. A personalidade dos animais está estampado neles, e é espelhada em nós, nunca é camuflada por acções ou atitudes propositadas para nos confundir. A personalidade das pessoas está escondida por debaixo de várias capas. Ao passo que, vemos os animais como são, às pessoas, temos que as descobrir no meio de um amontoado de máscaras complexas e ambivalentes.

Se, há uns anos, eu não me aproximaria das pessoas com medo do que ia encontrar, hoje eu aproximo-me intencionalmente delas, só para encontrar o que está escondido, só para perceber porque está escondido, e gosto, gosto muito, de lhes escarafunchar as entranhas da alma para depois, no final, encontrar a essência, que é, enfim, nada mais do que o animal que todos temos em nós.

publicado às 00:12

O Bichinho d' "Os Cinco"

por Mammy, em 18.11.12
Imagem retirada da Internet
Há já algum tempo, comprei um livro d' Os Cinco e um d' Uma Aventura para que o J. começasse a ler livros diferentes do costume.
Na realidade, ele não lhes ligou nenhuma. Leu um bocadinho de cada um, mas nunca mais lhes pegou. Até hoje...

Hoje, resolvi começar a ler-lhe o livro d' Os Cinco. Li-o a partir do segundo capítulo, porque ele já tinha lido o primeiro.
Quando acabei de ler o capítulo, ele diz:
- Mãe, não pares de ler! Lê o próximo! Quero saber como é o preceptor deles!
E lá lhe li o terceiro.
- Agora, vamos dormir!
- Oh não, não pares! Quero saber se eles encontraram uma passagem secreta! - diz, todo ansioso.
- Tens que dormir. Amanhã, lemos mais!
- Então, põe o livro na minha mochila, pões?
- Sim, ponho.
- Quero saber o fim. Oh, que chatice ter de esperar até amanhã!
- Pois... Eu tinha-te dito que estes livros eram assim, com suspense até ao fim. Eu, quando os li, li-os todos de seguida, e eles são vinte e três.
- Tchiiiii! O que é suspense?
- É querermos ler sempre mais, porque estamos desejosos de saber o que vai acontecer a seguir. Estes livros são todos assim.
- E têm coisas assustadoras?
- Não, mas às vezes, ficamos sem saber se eles se vão safar ou não. Mas fica descansado, que eles safam-se sempre.
- Ah, boa!

E lá consegui pegar-lhe o bichinho d' Os Cinco!

publicado às 23:59

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