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A Magia do Harry Potter

por Mammy, em 26.02.14

Ok, sou um bocado preconceituosa! Best sellers não são muito a minha praia! 

O facto dos livros se venderem às carradas tira-me a vontade de os ler. É raro optar pela compra de um livro que se vende a rodos, prefiro quase sempre quaisquer outros. Oh pá, não sei explicar melhor, é coisa que me tira a vontade, o que é que querem?

 

Como já disse AQUI, tentei pegar o "bichinho d' Os Cinco" ao J. (ó sua tonta, e Os Cinco são o quê? Não são um monte de um best sellers?), mas parece que o entusiasmo por estes livros se esfumou com a mesma rapidez que surgiu naquele dia. Depois d' Os Cinco, que não chegou a acabar de ler, já leu vários outros livros, mas o que apaixonou o pequeno tem um nome que me faz uma certa comichão - Harry Potter! 

 

O Harry Potter entrou cá em casa pela minha, e do pai, mãos. 

No Natal, oferecemos-lhe um livro para ver se era este o estilo que mais o entusiasmava (mas na esperança de que não fosse) e, desde aí, o miúdo não larga o raio do feiticeiro. Vai a meio do terceiro volume e já me deu o toque para comprar o quarto.

Para quem não vai à bola com best sellers é um abalo difícil de controlar! Claro que a culpa é minha (e do pai) porque fui eu (nós) que lhe apresentei (támos) o maldito bruxo, mas também não era preciso o miúdo ficar assim tão viciado.

Ou era?

 

Há muiiiiiitos anos, na altura em que surgiu a epidemia "Harry Potter", eu trabalhava numa livraria e vi de perto como os miúdos invadiam a loja sempre que saía um novo livro. Era a loucura, uma loucura que nunca consegui entender... Primeiro, porque não gosto nem um bocadinho de histórias fantásticas, depois por causa da síndrome best seller que me impediu de, sequer, começar a ler estes campeões de vendas. Assim, fiquei-me pela leitura das contra-capas e, confesso, que não consegui alcançar o porquê das corridas às livrarias. Mas como corridas são boas, e ainda mais às livrarias, e muito mais ainda se por parte de miúdos, acabei por ficar só a desfrutar a coisa e desisti de entender.

 

Por ironia do destino, hoje, sou eu que corro para a livraria sempre que o meu filho está a um capítulo do fim dos livros. Claro que não é coisa que me rale, correr para livrarias, que eu até sou menina de passar lá umas boas horas assim como algumas pessoas passam em boutiques a experimentar roupa, mas faz-me um bocado impressão o MEU miúdo ser viciado NESTES livros e EU andar a correr atrás deles sem, sequer, saber bem porquê. 

 

Faz-me sentir assim como que...

 

... um bocado gozada pelo puto da varinha mágica... 

 

Imagem roubada por aí

 

Imagem roubada por aí

 

publicado às 01:49

A Indignação das Coisas Absurdas

por Mammy, em 24.02.14

O meu filho anda com a mania que já não quer ver desenhos animados. "Agora, quero ver filmes com legendas!" diz. Ir com ele ao cinema torna-se mais difícil. Ainda não tem idade, nem maturidade, para ver certos filmes e os que geralmente não impressionam nem são demasiado complexos são parvos.

No sábado, queríamos ir ao cinema, mas a escolha do filme tornou-se tão difícil que acabámos por não ir. Ficámos em casa, fomos buscar o saco de pipocas e vimos As Serviçais.

 

 

O J. sempre foi educado a não discriminar ninguém. Pretos, brancos, amarelos e às riscas são tratados da mesma forma. A cor, a orientação sexual, a condição socio-económica, as ideologias religiosas e/ou políticas são coisas de que não tomamos nota. Vá lá, das ideologias políticas tomamos. Até porque elas, às vezes, dizem-nos se estamos ou não a lidar com gente preconceituosa e discriminadora. Sim, as ideologias políticas podem dizer-nos isso. E as religiosas, às vezes, também. Mas... adiante!

 

Por aqui, ninguém é racista. Temos amigos negros, o J. é fã de basquetebol, onde os melhores jogadores, e seus ídolos, são negros, tem um treinador negro, desde o infantário que tem colegas negros. Ser negro, para o J., não é nada de estranho, antes pelo contrário, ser negro é quase uma condição para jogar bem basquetebol.

 

Durante o filme As Serviçais, a discriminação pela cor foi indignando o J. Perguntava se era mesmo assim, porque é que as pessoas julgavam e tratavam mal os outros só por serem de outra cor, porque havia transportes públicos e casas-de-banho separados para brancos e pretos e porque não tinham os mesmos direitos na sociedade. O meu filho deixou que a indignação das coisas absurdas o revoltasse. E foi dando sinais de que a injustiça vai ser coisa que não vai tolerar. E eu fui sentido algum orgulho. Apesar da desilusão com a raça humana que o fui vendo sentir, fiquei contente por a única intolerância que o assola ser para com a injustiça e a estupidez humanas.

 

publicado às 14:29

Eternizar a Infância

por Mammy, em 24.02.14

Nós, pais, sentimos os nossos filhos sempre bebés. Olhamos para eles e vemos o bebé a dormir, as primeiras palavras, os beijinhos cheios de baba, os choros, os primeiros passos... Por maiores que os nossos filhos sejam, serão sempre os nossos pequeninos.

Mas daí a não os deixarmos crescer, vai uma grande distância. Ou devia ir...

 

Crianças de cinco anos que não comem sozinhas, alguma coisa está mal. Miúdos de sete anos que não limpam o rabo sem ajuda, algo está errado. Se aos dez anos não tomam banho e não se vestem sozinhos, o problema é grave. 

O problema grave está nas crianças e nos pais. E o problema é especialmente grave quando vem dos pais. 

 

Perpetuar a infância porque se perpetua a dependência dos filhos em relação aos pais, é proibi-los de crescer, é atar-lhes as mãos e os pés e dizer-lhes "tu, sem mim, não és nada!". E isso é horrível! É tão horrível que ouvimos pais, especialmente mães, dizer que "ele não come se não for eu a dar-lhe!", "sem mim, a minha filha não adormece. Não dá para a deixar em casa de ninguém.". Dizem isto cheias de orgulho. Do mesmo modo que dizem dos maridos "tenho que ser eu a escolher a roupa senão ele vai todo mal vestido para o trabalho!". E os maridos também se orgulham da sua incapacidade de se vestirem sozinhos "se não fosse a minha Maria, eu vestia umas calças aos quadrados com uma camisa às riscas. Ainda bem que tenho uma mulher tão prendada. Não tenho jeito nenhum para essas coisas!". 

 

Quando oiço coisas destas, fico a pensar por que raio de carga de água as pessoas se orgulham de ser incapazes e porque valorizam tanto a dependência umas das outras. Depois penso mais um pouco e interrogo-me se não será pelo medo de perder o outro que se o prende a imbecilidades, como a escolha da indumentário ou do cardápio. Se não será o medo de perder o outro que se o torna dependente nas pequenas coisas, porque nas grandes eles nunca o serão?

Tal como se faz com os maridos, faz-se com os filhos. Não se os ensina a cozinhar, a lavar a própria roupa, a passar a ferro, para que não saiam de casa cedo. Precisam das mães em adultos para lhes cuidarem da casa e lavarem as cuecas. 

 

Isto é triste, porque se confunde amor com serventia e com dependência.

Maridos e filhos não precisam de mulheres e mães para sejam suas empregadas, precisam de pessoas que os amem. E amar não é escolher a roupa ou lavar as cuecas, amar é dar noções de estética (quando estas não existem mesmo) para que se vistam sozinhos e ensinar os programas da máquina da roupa para que lavem as cuecas sem ajuda. 

 

Amar é tornar o outro independente de nós e mesmo assim ele querer-nos por perto. Amar é voar ao lado, não é partir as asas para que tenham que nos pedir boleia.

publicado às 12:18

Esta Cena do Amor...

por Mammy, em 15.02.14

...É uma merda. 

 

Às vezes esconde-se nas trivialidades. Na roupa que arrumamos, na cozinha, no jantar, na televisão, num gesto, no espelho, na porta da rua. 

Procuramos. 

E no fundo de uma vaso, que já não nos lembrávamos que existia, lá está ele, encolhido, com medo de se perder de vez. 

Entornamo-lo sobre a mesa, a cama, ou mesmo o chão, e ele floresce como se regado. Apenas entornado, floresce. 

Às vezes esta cena do amor é assim uma merda que floresce do nada.

 

Outras vezes foge de nós. E corremos atrás. E ele foge... Encurralamo-lo num canto e apanhamo-lo na esquina. 

Ou não o apanhamos e perdemo-lo para sempre. Mas ao menos corremos...

Às vezes esta cena do amor é assim uma merda difícil de apanhar.

 

E outras vezes ainda, não há. Nunca houve. Inventámo-lo. E procuramo-lo noutros amores que não aquele. Sugamos outros amores porque aquele não. Não há. E vivemos na procura daquele que não há noutros.

Às vezes esta cena do amor é assim uma merda que temos que inventar. E que sentimos a falta...

 

publicado às 01:16

Stephanie?

por Mammy, em 11.02.14

Mas porque raio a tempestade de ontem se chama Stephanie em vez de Joaquina Maria ou Cátia Vanessa?

Porquê Stephanie? Hum?

 

Isso é nome de tempestade "amaricana", pá!

publicado às 00:10

Mais Filhos

por Mammy, em 10.02.14

Em conversa a três a propósito da irmã do pai do J. estar grávida de gémeos e de termos uns vizinhos com quatro filhas que ainda pensam em tentar o menino.

 

Pai do J.- Se não fosse um custo tão grande, acho que o ideal é ter dois filhos.

Eu - Sim, também acho.

Pai do J.- Mas implica muitas mudanças... Uma casa maior, mais roupa, brinquedos, infantário... Tínhamos que mudar muita coisa para conseguirmos sustentar outra criança.

Eu - Nem tanto assim. Uma casa maior não é obrigatório. Há tantos irmãos a ter que partilhar o quarto e não morrem por isso.

Pai do J.- Mas tínhamos que mudar muita coisa.

Eu - Eu gostava de ter dois filhos...

 

J.- Vá, então se gostavam, vá lá! Eu vou dormir a casa da avó, depois do avô e deixo-vos sossegados para fazerem o filho, ok? Vá lá!

 

Imagem DAQUI

 

publicado às 23:44

Christine - O Carro Assassino

por Mammy, em 07.02.14

Como é que um país com um sorteio organizado pelas Finanças chamado "Factura da Sorte" pode ter credibilidade?

Que país é este, cujo governo incentiva a fiscalização cidadão-a-cidadão?

 

Um país que promove a tributação entre cidadãos ofertando-lhes presentes é um país corrupto que corrompe o próprio povo com o intuito de encher os cofres do Estado, e gastando dinheiro do Estado para oferecer presentes a quem se deixar corromper mais. 

Como podemos acreditar que pagamos impostos para financiar um Estado Social que nos proporcionará saúde e educação se o dinheiro que nos roubam dos salários vai para a compra de carros de "gama elevada", que a AT vai ofertar a quem obrigar outros a pagar-lhe mais, em vez de o injectar nas escolas e nos hospitais públicos? 

Como podemos acreditar em quem se deixa levar por sorteios da "factura da sorte"?

Como podemos permitir que a "economia paralela" que é o próprio governo, nos venha falar em "combater a economia paralela e a evasão fiscal" se é ele quem mais alimenta quem foge aos impostos quando financia negociatas "público-privadas" e swaps e outras merdas dessas?

 

Pensam que somos estúpidos, ou quê?

Ai das Finanças, se ousar sortear-me a merda de uma banheira topo de gama! Enfio-lha pelas ventas acima que é um instante! Quero lá saber de carros e porcarias dessas, ainda por cima "topo de gama"! Isso serve para quê, hã? Come-se? Trata-me o cancro se ele voltar? Dá-me trabalho se eu ficar no desemprego? Subsidia os estudos do meu filho até ele os acabar?

Porque é isto que eu quero do Estado! É isto que eu exijo do Estado! Quanto aos carros, deixem lá isso, que se eu quiser e tiver possibilidade, eu trato disso, ok? E escolho o modelo e a cor, já agora...

 

Não me lixem, que lixada já eu ando com esta porcaria toda! 

Aviso já, que facturas só peço as de educação e saúde que são as que devem deduzir o IRS. E deviam deduzir bem mais do que deduzem! O resto é areia para os olhos!

Por que raio de carga de água as minhas idas ao cabeleireiro devem deduzir o meu IRS, hã? Ou os jantares nos restaurantes? Mas o que é que a AT tem a ver com os sítios onde eu vou arranjar o cabelo ou jantar ou dormir ou o raio que a parta?

 

Além disso, eu quero lá saber se o Zé do café paga impostos ou não, se ele nem tem dinheiro para dar de comer à criançada! Agora das grandes empresas público-privadas, e outras que tais, onde o governo injecta o meu dinheiro, e o de todos os outros totós caça-facturas que andam por aí, já quero saber, ah pois quero! Porque esses sim, vivem à custa das facturas que eu obrigaria o Zé do café a passar. Esses sim, engordam à custa da fome dos filhos do Zé do café! Esses sim, devoram-nos a educação e a saúde! Esses sim, podem pagar estes e mais impostos!

 

E, já agora, gostava de saber quem é que vai fornecer as Christines à AT...

Só naquela...

 

publicado às 00:53

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