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O "Post" do Adeus

por Mammy, em 31.07.14

Este blogue vai dizer adeus.

Foi criado apenas para ver se me habituava ao blogs do Sapo e para testar a quantidade de visualizações relativamente ao blogger.

Hoje, acabou de cumprir a sua missão. Não me habituei ao blogs e, apesar de não ter um monte de seguidores, nem um monte de visualizações, o blogue no blogger é mais feliz.

 

Continuo por. Façam-me uma visitinha se vos apetecer, quando vos apetecer.

 

Até já!

 

Ser Mãe é Tramado

publicado às 00:36

Dos Esboços

por Mammy, em 20.03.14

Tenho dezasseis esboços de posts no telemóvel que podia começar a despejar para aqui, mas hoje já não consigo escrever mais nada. Estou cheia de sono.

Boa noite, pessoal! Durmam bem!

 

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publicado às 23:23

Eternizar a Infância

por Mammy, em 24.02.14

Nós, pais, sentimos os nossos filhos sempre bebés. Olhamos para eles e vemos o bebé a dormir, as primeiras palavras, os beijinhos cheios de baba, os choros, os primeiros passos... Por maiores que os nossos filhos sejam, serão sempre os nossos pequeninos.

Mas daí a não os deixarmos crescer, vai uma grande distância. Ou devia ir...

 

Crianças de cinco anos que não comem sozinhas, alguma coisa está mal. Miúdos de sete anos que não limpam o rabo sem ajuda, algo está errado. Se aos dez anos não tomam banho e não se vestem sozinhos, o problema é grave. 

O problema grave está nas crianças e nos pais. E o problema é especialmente grave quando vem dos pais. 

 

Perpetuar a infância porque se perpetua a dependência dos filhos em relação aos pais, é proibi-los de crescer, é atar-lhes as mãos e os pés e dizer-lhes "tu, sem mim, não és nada!". E isso é horrível! É tão horrível que ouvimos pais, especialmente mães, dizer que "ele não come se não for eu a dar-lhe!", "sem mim, a minha filha não adormece. Não dá para a deixar em casa de ninguém.". Dizem isto cheias de orgulho. Do mesmo modo que dizem dos maridos "tenho que ser eu a escolher a roupa senão ele vai todo mal vestido para o trabalho!". E os maridos também se orgulham da sua incapacidade de se vestirem sozinhos "se não fosse a minha Maria, eu vestia umas calças aos quadrados com uma camisa às riscas. Ainda bem que tenho uma mulher tão prendada. Não tenho jeito nenhum para essas coisas!". 

 

Quando oiço coisas destas, fico a pensar por que raio de carga de água as pessoas se orgulham de ser incapazes e porque valorizam tanto a dependência umas das outras. Depois penso mais um pouco e interrogo-me se não será pelo medo de perder o outro que se o prende a imbecilidades, como a escolha da indumentário ou do cardápio. Se não será o medo de perder o outro que se o torna dependente nas pequenas coisas, porque nas grandes eles nunca o serão?

Tal como se faz com os maridos, faz-se com os filhos. Não se os ensina a cozinhar, a lavar a própria roupa, a passar a ferro, para que não saiam de casa cedo. Precisam das mães em adultos para lhes cuidarem da casa e lavarem as cuecas. 

 

Isto é triste, porque se confunde amor com serventia e com dependência.

Maridos e filhos não precisam de mulheres e mães para sejam suas empregadas, precisam de pessoas que os amem. E amar não é escolher a roupa ou lavar as cuecas, amar é dar noções de estética (quando estas não existem mesmo) para que se vistam sozinhos e ensinar os programas da máquina da roupa para que lavem as cuecas sem ajuda. 

 

Amar é tornar o outro independente de nós e mesmo assim ele querer-nos por perto. Amar é voar ao lado, não é partir as asas para que tenham que nos pedir boleia.

publicado às 12:18

Abraço Vermelho e Azul

por Mammy, em 01.12.13

Chegou da escola com o pai. Mal entrou em casa, foi a correr para o quarto. Atirou a mochila para o chão, abeirou-se da janela e agarrou nos bonequinhos da Playmobil, com a pressa de quem tem oito anos e uma ânsia imensa de viver.

Alinhou-os, formando duas colunas: uma de guardas romanos e outra de guardas egípcios. Iniciou a batalha. De vez em quando, soltava uns “ya!”, “ai!”, “toma, toma!”, “catrapum!”. Imaginava que eram guardas de carne e osso e que se magoavam a sério, sempre que levavam uma traulitada na cabeça. Quando isso acontecia, lá vinham os enfermeiros improvisados, que não eram mais do que uns bonequinhos de outra colecção da Playmobil, a dos treinadores de cães. Sabia perfeitamente que no tempo dos romanos e dos egípcios não haviam enfermeiros como os de hoje, mas não se importava, pois queria era brincar e queria enfermeiros na história dele. E uns treinadores de cães armados em enfermeiros serviam muito bem esse propósito.

Saltavam bonecos pelo ar, iam de encontro às paredes e, por fim, acabavam por se estatelarem no chão. Era esta algazarra que o fascinava, eram os saltos, cada vez mais altos, e as cambalhotas acrobáticas que o impediam de parar a brincadeira com os bonecos. Queria que eles se superassem, que, apesar das duras batalhas que travassem, fossem invencíveis.

Era capaz de ficar horas naquilo: a fazer saltar bonecos pelo ar e a socorrê-los cada vez que se magoavam.

Este parecia ser um dia de brincadeira intensa, como tantos outros...

Até que, de repente, parou a brincadeira e fitou o pôr-do-sol, através da janela. “Oh, que lindo pôr-do-sol!”, pensou. Parecia mesmo aquele que viu, naquele dia de inverno, em que foi com os pais à praia...

Ele e o pai jogavam com as raquetes, a mãe lia um livro, deitada na areia. Estava toda vestida, cheia de frio como é costume dela. Lia o livro entre espreitadelas à brincadeira dos dois. Quando via uma boa imagem deles, do sol ou do mar, pegava na máquina e fotografava. A imagem da mãe deitada na areia, atenta a tudo, e a eles, ficou gravada na sua memória como as imagens dele e do pai, do sol e do mar, nas fotografias que ela tirou naquele dia.

O sol ia descendo devagarinho. Ele e o pai já suavam de tanto correrem e saltarem para apanharem a bola e a mãe, enroladinha na tolha, esboçava-lhes um sorriso tremido pelo frio. Que mãe friorenta, aquela! 

Entretanto, o sol pousou no mar, iluminando a praia em tons de vermelho, mas ele só reparou nisso, quando a mãe o chamou, apontando para aquele astro gigante no horizonte, “Filho, olha!”. Ele olhou e correu para ela. Saltou-lhe para o colo e, abraçados, viram o sol entrar no mar, ao mesmo tempo que as cores da praia mudavam dos tons de vermelho para os de azul. Aquele abraço da mãe nunca lhe iria sair da pele. Foi um abraço vermelho e azul. Não há muitos abraços vermelhos e azuis e aquele foi dos poucos que sentiu até hoje.

Engraçado, agora que pensa nisso, apercebe-se que é sempre a mãe quem o lembra das coisas maravilhosas que vivem sobre a sua cabeça. É sempre ela que repara no que está para lá do ar. Engraçado...

O sol que teimava em deitar-se, ali mesmo à sua frente, através da janela do quarto, era igualzinho ao outro da praia, que viu ao colo da mãe. Só que este ia deitar-se sobre os montes, lá longe na linha que separa o céu da terra, em vez de no mar.

- Filho! – chamou o pai.

- Sim, pai?!

- O que estás a fazer?

- Estou a brincar.

- Ok! Mais meia hora e vais fazer os trabalhos de casa, está bem?

- Está bem, pai. Mas depois a mãe tem que ver se estão bem...

- Está bem, está bem! - responde o pai.

- Mãe, vês os meus trabalhos, não vês? -  pergunta ele.

- Claro que sim, filho! – ouve-a dizer.

- Mãe, o que é o jantar?

- São almôndegas com esparguete, como tu gostas!

- Boa! Fazes sempre as minhas comidinhas preferidas, não fazes, mãe? Adoro as tuas almôndegas. As da escola são uma porcaria!

- Eh, filho, não acredito que sejam assim tão más!

- São, juro! São horríveis!

Voltou a olhar para o sol, até desaparecer por completo, até a luz que entrava pelo quarto adentro ficar azul. Como lhe saberia bem um abraço vermelho e azul, naquele momento...

- Mãe!!!! – gritou - Abraça-me! Mãeeeee!!!

- O que é? O que é que se passa? – pergunta-lhe o pai.

- Pai, estou a chamar a mãe, não é a ti! – responde, com lágrimas nos olhos.

O pai entra no quarto, senta-se ao lado dele, envolve-o nos braços com força, limpa-lhe as lágrimas e beija-o no rosto.

- Pai, eu estava a chamar a mãe, não a ti! - diz-lhe, entre soluços e com a voz a sumir-se-lhe por entre as lágrimas.

- Filho, a mãe já não está cá. – murmura o pai, com lágrimas a saltarem-lhe dos olhos.

- Está, pai! Ela fala comigo... Se ela não estivesse aqui, não falava comigo...

- Ela ficou dentro do teu coração e é a voz dele que tu ouves, sempre que pensas na mãe.

- Porque é que ela não está aqui para me abraçar, pai? - perguntou, quando a voz conseguiu passar-lhe para fora da garganta.

- Porque aquela doença malvada a levou. Mas, apesar de ela não estar aqui para te abraçar, ela está, e ficará para sempre, nesse teu coraçãozinho.

- Pai, dás-me um abraço vermelho e azul, dás?

publicado às 17:00

Olhem p'ra mim ali!

por Mammy, em 21.11.13

publicado às 00:09

Conversa Casual

por Mammy, em 07.09.13

Em conversa casual:

 

Ela - Tens Facebook?

Eu - Tenho. Quem não tem?

Ela - Eu, desde que o tenho no telemóvel, sinto-me ligada ao mundo.

Eu - Pois... Toda a gente tem Facebook... Até as crianças! Tens filhos?

Ela - Ainda não. E tu?

Eu - Tenho.

Ela - Que idade tens?

Eu - Trinta e oito.

Ela - A sério? Pensei que eras mais nova.

Eu - Pois... Também eu, mas não sou.

Ela - Eu tenho trinta e quatro e ainda não deu para ter filhos. Que idade tem o teu filho? Filho ou filha?

Eu - Filho. Tem nove.

Ela - Ah, então tiveste-o cedo, aos vinte e nove.

Eu - Nem foi assim tão cedo, se comparar com a minha mãe que me teve aos dezanove...

Ela - Eu já senti vontade de ter filhos, mas quando isso aconteceu, eu e o meu namorado decidimos arranjar um cão. Sai mais barato e compensa a vontade de ter filhos.

Eu - Hum...

Ela - Assim, adiámos a decisão de ter filhos.

Eu - Eu não tive vontade. Engravidei e pronto.

Ela - Ah, foi sem querer?!

Eu - Foi.

Ela - Não sei quando vamos ter filhos. Isto está tão difícil...

Eu - Pois está.

 

(Deixa lá, sempre tens um cão!) 

 

DAQUI

 

publicado às 00:12


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