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Estou a Ficar Velha

por Mammy, em 19.02.13
A prova disso é que cada vez tenho menos paciência para tricas, mesquinhices, conversas da treta.

Imagem da Net

publicado às 23:14

Nevoeiro

por Mammy, em 18.02.13
Hoje de manhã, o J. olha pela janela e, com um sorriso malandro, diz:
- Mãe, é hoje que o D. Sebastião vai voltar!
- Ai é?
- É, olha só o nevoeiro que está!

Imagem retirada da Internet

publicado às 23:28

"Grândola, Vila Morena"

por Mammy, em 17.02.13
Nasci em 1975, um ano após o 25 de Abril. Cresci a ouvir Zeca Afonso, Sérgio Godinho, José Mário Branco, entre outros cantores, ditos, da Revolução dos Cravos. É verdade que não a vivi, nasci um ano depois de ter acontecido, mas ela está enraizada em mim através das histórias dos meus pais e da minha avó, das letras das músicas que ouvia, dos livros que fui lendo...
Foi através da arte e irreverência de gente, como as do Zeca Afonso, que fui tendo a percepção de que é a união de um povo que faz a força desse mesmo povo; da importância da luta pelos direitos (e deveres) de todos, especialmente dos direitos dos mais fracos; da ideia que o bem-estar de cada um de nós é o reflexo do bem-estar de todos nós, e não o contrário; e de alguns ideais, que alguns apelidam de Marxistas, ou comunistas, mas a que eu chamo de humanistas.

Por isso, e por a Grândola, Vila Morena ser uma música que me traz, sempre, as lágrimas aos olhos, é que, quando ouvi estas pessoas cantarem esta canção em plena Assembleia da República, interrompendo o discurso do rei da hipocrisia, que se lhe reagiu com um sorriso falso e com umas palavras completamente vazias de conteúdo, me arrepiei. 


Apercebi-me, que por mais que destruam este país, ainda há gente capaz de dar uma volta a isto e de reconstruir sobre bases muito mais consistentes e poderosas do que as em que ele está, hoje, apoiado.
E lembrei-me que o meu filho, quando era bebé, sossegava, e adormecia, a ouvir a minha mãe cantar a Grândola, Vila Morena... 
E compreendi que a musicalidade que acalma o desassossego de um bebé pode ser, precisamente a mesma, que acalma o desassossego de uma cidadã de um país à beira do precipício, desde que ela, a canção, tenha os ingredientes necessários a dar força, esperança, consolo e sossego, a ambos. Grândola, Vila Morena é, definitivamente, uma dessas musicalidades!

publicado às 17:48

O Elogio

por Mammy, em 13.02.13
O J. não gosta de beleza artificial. Mulheres muito maquilhadas (mesmo quando são muito bonitas), acha-as horríveis. Saltos altos, nem vê-los, "mãe, tira isso!". Colares e decotes ousados, fazem-lhe confusão. 
Beleza natural, cara lavada e poucas "espampanâncias", já são a área dele. Fascina-se com a foto de uma modelo que decora uma montra perto da casa da avó, que tem pouca maquilhagem e pele lisinha. 
No entanto, ele sabe que eu pinto o cabelo. Aceita o facto, porém sem o apreciar muito.

No outro dia, estava na casa-de-banho a pentear-me, quando o J. entra. Olha para a longa cortina de fios loiros a serem escovados, esboça um sorriso, entre o deliciado e o "não sei se hei-de gostar disto ou não", e diz:
- Mãe, desta vez, pintaram-te muito bem o cabelo!

Imagem da Internet


Vindo dele, isto era um elogio.

Sorri-lhe.

publicado às 23:45

Filho Tecnológico

por Mammy, em 13.02.13
Quando nos vamos sentar à mesa para jantar, o pai pergunta:
- Vamos ouvir uma musiquinha?
- Boa, pai! Põe Pixels! - diz o J.
- Pixels?!
- Sim, pai, aquele grupo que ouvimos no outro dia. Aquele, de que eu gostei...

- Pixies, J., Pixies!

publicado às 23:09

#16 Músicas Que Entranham

por Mammy, em 12.02.13

publicado às 23:11

Dores Na Alma

por Mammy, em 09.02.13
Há dores que não vêm sozinhas. Há dores que não têm origem no sítio que dói. Há dores que são apenas o reflexo de outras dores. Mas doem, doem muito.

Dão-se voltas e mais voltas à procura do lugar preciso a aplicar o curativo. Põe-se aqui, põe-se ali, e não passa. Esfrega-se, massaja-se, e nada, continua a doer. Não há ferida ou contusão visíveis, não há inchaço, ou hematoma, mas a dor, essa, continua lá. Aplica-se gelo no sítio que dói. O gelo frio, insípido e cru, poderoso anti-inflamatório, atordoante da dor, não faz efeito.

Dá-se o abraço, a festa na cabeça, o colo, o beijo na face. Dizem-se palavras de alento e consolo, beija-se o ego e acaricia-se a alma. Enfim, serena a dor.

publicado às 19:31



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