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Sentimento de Impunidade

por Mammy, em 26.03.13
Por esta Internet fora mora o sentimento de impunidade.
As pessoas pensam que podem fazer, e dizer, tudo, escondendo-se atrás de um ecrã, de um nickname, do anonimato.

Quando viajo pelos jornais, pelo youtube e por outros sites, que não sendo redes sociais propriamente ditas, ganham contornos das mesmas, vejo aquela caixinha de comentários, por baixo da notícia que estou a ler ou do vídeo que estou a ver, cheia de maldade, insultos e parvoíces. As frases que a enchem destilam veneno e cheiram mal, cheiram mesmo muito mal!

publicado às 22:47

#19 Músicas Que Entranham

por Mammy, em 26.03.13

publicado às 00:41

Amar-me

por Mammy, em 24.03.13
Quero amar-me como tu me amas, quero amar-me como te amo... Encontrar aquela que é digna do teu amor, dentro de mim. Onde está ela? 
Porque a vês tu, e eu não? 
Procuro-a na sombra que me persegue quando caminho, no reflexo das poças de água, nos contornos do vento, no vazio escuro que se reflecte no espelho. 
Porque a vês tu, e eu não?
Procuro-a incessantemente nos momentos em que tão só me sinto na minha pele, na pele que envelhece e se torna flácida. Flácida como a minha alma que já não estica ao que foi um dia e que transpira ecos de silêncio.
Quem me dera ver o que tu vês em mim, e amar com a mesma força este imenso vazio que me percorre as veias. Procuro-o em vão, sem nunca o encontrar...
Porque o vês tu, e eu não?
Quero sentir o teu corpo no meu sem repulsa pelo que sou, deixar-te entrar em mim num todo, ficar na tua pele que será minha, e largar a minha flácida e vazia. Tornar-me uma extensão de mim em ti, respirar pelos teus poros e descobrir o que te une a este corpo desalmado.
Quero amar-me como tu me amas e amar-me como te amo...

publicado às 23:07

A Gabarolice É Uma Cena Tramada!

por Mammy, em 23.03.13
Geralmente, a gabarolice é sinal de insegurança. Eu, insegura confessa, não me gabo. (Olhem só para mim a gabar-me por não me gabar! Tramado, não?).

Mas, por vezes, a gabarolice é necessária.
Eu explico como:
A maior parte das pessoas pensa que quem não exibe os seus feitos ou as suas capacidades não vale nada, não tem confiança em si próprio, não é capaz. A ausência de demonstrações de aptidões é vista como a ausência das próprias aptidões, o que não é, de todo, verdade, mas se não as demonstramos as pessoas são preguiçosas e não as conseguem ver nas entrelinhas do nosso ser. Não estão para isso, porque dá muito trabalho tentar analisar os outros para além daquilo que eles nos atiram olhos adentro. É difícil, trabalhoso, mas não é impossível. É preciso uma certa abertura e vontade para escarafunchar as personalidades alheias, é preciso ter um certo gosto nisso também. Eu tenho esse gosto. O que gosto mais nos outros é mesmo o que está escondido. Fascina-me aquilo que não se vê facilmente, fascina-me escarafunchar personalidades e descobrir o que, intencionalmente, não se quer mostrar. Podíamos chamar-lhes "os podres dos egos", mas não são só podres que se descobrem... Descobrem-se coisas maravilhosas dentro de cada um de nós, que se não nos dermos ao trabalho de procurar, nunca conheceremos. É por isso que a gabarolice me passa um bocado ao lado...
Quando alguém se gaba diante dos meus olhos, deixo-o gabar-se. Não o aprecio, é certo. Às vezes, irrita-me, mas sei que depois dessa exibição de competências, vem o meu presente: a verdadeira essência daquele ser que está ali à minha frente. É a ela que me agarro, é com ela que tento justificar a extrema necessidade de afirmação daquele ego, é dela que gosto, mesmo com todos os seus "podres".

Há uma linha que separa a gabarolice da não-gabarolice há, pois há! Ela está exactamente na necessidade que cada um tem de se sentir aprovado pelos outros. Pessoalmente, não sinto grande necessidade que os outros me olhem com admiração (cá estou eu, outra vez, a gabar-me de não ter necessidade de me gabar). Claro que gosto que gostem de mim, seria completamente estúpida se o negasse, mas não tenho grande necessidade que me admirem e digam "ah, és óptima nisto ou naquilo!". Tento ser melhor, não pelos outros, mas por mim, o compromisso que tenho é comigo, por isso a gabarolice não é muito a minha praia.
No entanto, compreendo a necessidade que algumas pessoas têm em se afirmarem. Se não atirarem à cara dos outros o boas que são, esses outros nunca o verão: Porque dá muito trabalho, porque só se darão a essa imensa trabalheira se acharem que a pessoa em causa vale a pena. É preguiça sim, mas não só... É também uma poupança de recursos - que eu compreendo, mas não adiro - porque o que me dá prazer é o  "escarafunchanço" e, porque a minha relação com os outros é quase sempre sustentada na essência deles, e na minha também, claro!

E a razão pela qual acho a gabarolice tramada é porque, não sendo ela um atributo admirável, não deixa de ser necessária a certas pessoas e não deixa de ser um veículo que nos leva, a nós seres sociais, aos outros e, especialmente, à verdade que está nos confins dos outros.

publicado às 17:57

"Só Sei Que Nada Sei"

por Mammy, em 22.03.13
Ok, Sócrates está de volta! Vem de França, com um curso de filosofia no bolso, comentar política para a RTP. 
"A vida sem desafios não vale a pena ser vivida" deve ter pensado José Sócrates, quando aceitou a proposta da RTP... Está-lhe nos genes, ou melhor no nome, pensar assim.

Se as sondagens apontaram para as descidas do PS e do PSD, os eleitores que pensavam em contrariar a descida do PS, votando em Seguro, vão agora pretender votar no PSD, pois a pouca credibilidade de Seguro aliada à imagem de Sócrates, a receber o salário pago pelos contribuintes, ofende o povo. Ah pois ofende! (Parece que o Sr. não vai receber salário, como refere esta frase, aqui, abandonada no final desta notícia, mas isso não interessa nada, porque o povo ofende-se na mesma). Confrontando estes factos com a hipocrisia e indiferença de Passos Coelho à opinião e aos protestos populares, o povo prefere o Coelho do Relógio ao Sócrates Filósofo, porque nesta batalha, o Seguro já não está assim tão seguro e já não é perdido nem achado.

Assim, atropelam-se petições sobre petições: Petição Recusamos a presença de José Sócrates como comentador da RTP e Petição Apoio de Sócrates na RTP
Baralham-se, confundem-se e desviam-se as atenções do que é realmente importante: já não se está atento ao que o governo faz, já não se nota que o Coelho do Relógio já não vê as horas, e apenas exibe o adorno; já não se repara que a oposição PS é fraca e que vive à custa de maledicência; e qualquer outro tipo de oposição passa, agora, a ser uma mera miragem. 
Fazem-se as contas ao que Sócrates irá receber como comentador (mesmo que não tenha salário, há-de receber uns agradozinhos e assim a gente já terá com que se indignar), investigam-se as condições contratuais com a RTP, esquecem-se o défice, a Troika, o FMI, o IVA, o IRS, os duodécimos, os cortes nos salários, e reformas, e os pedidos de facturas obrigatórios e concentram-se todas as atenções na imagem de Sócrates, sentado dentro dos nossos televisores, a filosofar, a filosofar, a filosofar...

Chegam as eleições...
E temos Coelho do Relógio por mais um mandato!

A propósito, que horas são, hã?

publicado às 00:59

Dondoca

por Mammy, em 21.03.13
Hoje, armei-me em "dondoca". Corri todas as lojas de roupa do Centro Comercial. Fui à Zara, Bershka, HM, Pull & Bear, Stradivarius, Promod e mais a umas tantas sapatarias.
Acabei na Fnac. Tudo o que comprei foram dois livros.

Estado "dondoca": disable!

publicado às 00:30

Então...É Isto!

por Mammy, em 18.03.13
Porque acho que há muita gente que precisa de ler isto...










Só tenho pena é que essa gente não leia este blogue.

Todas as imagens foram roubadas da Educação como prática da liberdade no Facebook

publicado às 23:47



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