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A Flor

por Mammy, em 08.03.13
Hoje, o J. chegou da escola e deu-me isto:


Feita por ele, esta é a A MAIS LINDA FLOR DO MUNDO!

publicado às 22:20

Dia da Mulher

por Mammy, em 08.03.13
Eh pá, não me apetece falar do Dia da Mulher!

Ficam as imagens, ok?











As imagens são todas roubadas por aí.

publicado às 19:07

Da Miséria

por Mammy, em 08.03.13
De vez em quando, vou almoçar a um Centro Comercial. Ultimamente, tenho visto, neste Centro Comercial, várias pessoas em busca de comida nos tabuleiros que são deixados nas mesas, e de beatas, com ainda alguma coisa para fumar, nos cinzeiros.
Atenção, o Centro Comercial de que falo é cá, em Portugal! 

Assim, está o nosso país.

Imagem retirada da Internet

publicado às 01:06

"A Spy In The House of Love"

por Mammy, em 05.03.13
No sábado, não era suposto eu ir à manifestação. Inscrevi-me para participar num estudo que iria, ou melhor irá, determinar o rendimento adequado para se viver com dignidade neste país. Resolvi participar porque acreditei que o meu contributo iria ser importante. Pode parecer-vos presunçoso, mas penso que tenho umas ideias um bocadinho diferentes da maior parte dos portugueses e, por isso, acreditei que iria abrir o leque de opiniões nos debates programados. O facto de pagarem o dia aos participantes não contribuiu em nada para a minha decisão. Achei, sincera e inocentemente, que iria valer a pena levantar-me cedo a um sábado, se com isso ajudasse a dar a ideia que o nível de vida dos portugueses é mau, baixo e que precisa urgentemente de ser aumentado. 
Mais uma vez, enganei-me. O grupo onde me inseriram era homogéneo. Apenas com uma pessoa a destoar: eu!
Tudo o que eu dizia, não valia de grande coisa. Comecei a sentir-me a ovelha negra do rebanho e a achar que não tinha valido a pena levantar-me cedo, nem desperdiçar um dia de luta por um país melhor, por ... AQUILO.
Quando chegou a hora de almoço, pensei "o que é que eu estou aqui a fazer? Vai haver uma manifestação esta tarde, que poderá abanar este país, e eu vou continuar aqui a brincar às casinhas com esta gente? Não! Vou-me, mas é embora daqui!".
As restantes participantes por lá ficaram, pois ainda faltava almoçarem à borla, receberem o dinheiro pela tarde de conversa e decidirem o grau de importância de ter um serviço de loiça de melhor qualidade na sala do que na cozinha para servirem as visitas.

Eu fui-me embora. Bazei. Liguei ao pai do J., que já ia para a manifestação, e lá fomos os dois.

Ele dedicou-se a fotografar, eu a ouvir, ver e cheirar o ambiente.
Recebia todos os panfletos que me ofereciam, ouvia as palavras de ordem, cantava a Grândola, e todas as outras músicas que se cantaram do Zeca, e apontava as frases que se diziam em conversas paralelas.
(Tenho, por mania, um especial prazer em sentir-me A spy in the house of love. E ali, conseguia ser a espia que vive intensamente do amor dos outros.)
Como não estava incluída em nenhum grupo, e tinha que me manter atenta ao meu homem para não o perder de vista no meio da multidão, acabei por não ser muito participativa na manifestação, limitando-me a vivê-la através dos outros e a cantar sempre que assim se propunha. (Não canto nada de jeito, mas ninguém me iria tirar o prazer de cantar Zeca Afonso em plenas ruas de Lisboa!)
O ambiente era intenso, as pessoas estavam unidas, mas tristes, muito tristes. A tristeza pairava no ar de uma forma muito dura. O desânimo era evidente, apesar da força com que gritavam. Mas no meio disso tudo, a voz do Zeca, que se ouvia aqui e ali, enchia-me o coração de esperança, ao mesmo tempo que me reportava para as histórias de luta de há 30 anos, tão tristemente idênticas às que travamos hoje.

E agora, olhando de uma perspectiva menos romântica da coisa, quero destacar alguns pontos estranhos da manifestação:

1- Estas duas frases, das que apontei:
- "Eu não tenho partido, tenho clube e tenho religião, mas partido não!", disse uma senhora orgulhosa, no metro; - Ok, partido é que não! Que coisa mais horrorosa de se ter... Clube e religião é que são dignos de se ter. Já partido...
 - "É preciso o governo não prestar para a gente se encontrar!", disse outra senhora, toda contente, a amigos, no meio da manif. - Uau! Fixe! Queremos mais governos destes, que nos proporcionem estes magníficos convívios!

2- Também notei uma ou outra coisa "que me fizeram espécie". E elas são:
-A quantidade de gente com cachecóis do Sporting; - Estavam ali de passagem, certo? Iam para o jogo, mas cortaram caminho para ver como é que aquilo estava a correr, mas iam mas era para o jogo, que era muito mais importante.
-A quantidade de pessoas que se escondiam, atrás do que estivesse à mão, para não serem fotografadas pelo pai do J. - Estavam com medo de serem identificadas pela PIDE, não era? Ou "damos a cara, mas nem tanto assim. Afinal, viemos só para fazer número! Nós não queremos que o Passos ou o Gaspar se zanguem connosco, ok?" 

publicado às 00:58

A Carne de Cavalo

por Mammy, em 03.03.13
Estive para aqui a pensar se me fazia impressão esta questão da carne de cavalo misturada com a de vaca em certos produtos alimentares. (Como sabem sou amante confessa de cavalos). Mas cheguei à conclusão que não me faz especial impressão.
Na verdade, comer cavalos, vacas, borregos, porcos, ou outro animal qualquer fazem-me precisamente a mesma impressão. Se enquanto como um animal, estiver a pensar no animal, e não na refeição, fico incomodada. Não sou vegetariana, nem estou próximo de o ser, mas perturba-me a maneira como, os animais que comemos, são tratados nas pecuárias, nos matadouros e afins. O poderio humano é demasiado cruel. E essa crueldade é a que mais me impressiona nisto tudo.
Claro que sinto uma maior afinidade com os cavalos e, se pensar na hipótese de ter comido algum cavalo  meu conhecido, sinto-me uma canibal. O mesmo aconteceria se comesse uma vaca ou um borrego meus amigos. 
Porém, acho que, enquanto como, consigo mais ou menos bem, alhear-me do facto da carne que está ali no prato ter sido, um dia, um animal. No momento em que lhe espeto o garfo, é tão só carne, comida e nada mais.
Também não me importaria de deixar de comer carne, se achasse que isso mudaria a maneira como as pessoas tratam os animais. (Até nem gosto assim tanto de carne). Mas não acredito que mudasse alguma coisa, por isso acho que não vale a pena o esforço e a ginástica para arranjar legumes que substituam as proteínas da carne.
A crueldade continuaria, mesmo que todos nós deixássemos de comer animais.
A crueldade é inerente ao Homem. Se não fosse nas pecuárias ou nos matadouros, o Homem arranjaria outro sítio qualquer para torturar animais. Tal como continua a torturar pessoas, apesar dos circos romanos e da escravatura já terem sido abolidos.

publicado às 22:59

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