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Esta Cena do Amor...

por Mammy, em 15.02.14

...É uma merda. 

 

Às vezes esconde-se nas trivialidades. Na roupa que arrumamos, na cozinha, no jantar, na televisão, num gesto, no espelho, na porta da rua. 

Procuramos. 

E no fundo de uma vaso, que já não nos lembrávamos que existia, lá está ele, encolhido, com medo de se perder de vez. 

Entornamo-lo sobre a mesa, a cama, ou mesmo o chão, e ele floresce como se regado. Apenas entornado, floresce. 

Às vezes esta cena do amor é assim uma merda que floresce do nada.

 

Outras vezes foge de nós. E corremos atrás. E ele foge... Encurralamo-lo num canto e apanhamo-lo na esquina. 

Ou não o apanhamos e perdemo-lo para sempre. Mas ao menos corremos...

Às vezes esta cena do amor é assim uma merda difícil de apanhar.

 

E outras vezes ainda, não há. Nunca houve. Inventámo-lo. E procuramo-lo noutros amores que não aquele. Sugamos outros amores porque aquele não. Não há. E vivemos na procura daquele que não há noutros.

Às vezes esta cena do amor é assim uma merda que temos que inventar. E que sentimos a falta...

 

publicado às 01:16


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